PLANSERV APOIA DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA HEPATITES VIRAIS

  

A professora Maria de Lourdes Ramos, 56 anos, beneficiária do Planserv – Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Estaduais, estava com manchas escuras no rosto. No fim de 2014, ela foi a um dermatologista que, para sua surpresa, solicitou um exame que diagnosticou a Hepatite C. Ao iniciar o tratamento, ela precisou encarar grandes obstáculos, tais como os efeitos colaterais de algumas medicações. “Perdi peso, meu cabelo caiu, fiquei desanimada, melancólica e minha autoestima foi lá pra baixo. Mas esse quadro mudou com o apoio de uma equipe de saúde maravilhosa que me assistiu. Meu médico e minha nutricionista me ajudaram muito. Fiz o tratamento completo, adotei hábitos saudáveis, passei a me alimentar melhor e há dois meses venci a doença”, comemorou.


Para Maria de Lourdes, o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais (28 de julho), apoiado pelo Planserv, tem um significado especial. A data, proposta brasileira aprovada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2010, tem como meta estimular a prevenção, controle e enfrentamento dos cinco tipos de hepatites virais (A, B, C, D e E). Caracterizada pela inflamação do fígado, a hepatite é uma doença que raramente apresenta sintomas no início. Muitas pessoas só percebem que estão doentes quando as manifestações já são graves.

 Por isso, realizar o diagnóstico precoce é um dos principais determinantes para evitar a transmissão ou a progressão dessas doenças e suas graves consequências. Segundo o hepatologista Américo Lisboa Filho, quando a hepatite dá sinais, os mais comuns são icterícia (olhos amarelados), falta de apetite, dores musculares, febre, náuseas ou vômitos, mal estar, urina escura, fezes claras, manchas na pele e dor na apalpação da região do fígado. O diagnóstico é feito através de testes específicos, todos disponíveis, inclusive, na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

Transmissão, prevenção e tratamento - As Hepatites B, C e D, transmitidas através do sangue e secreções de pessoas infectadas, são crônicas e podem evoluir para um cirrose hepática ou câncer de fígado. Entre as medidas que podem evitar a transmissão dessas hepatites virais, destacam-se usar preservativo em todas as relações sexuais; exigir materiais esterilizados ou descartáveis em estúdios de tatuagem e de piercings; não compartilhar instrumentos de manicure, agulhas, seringas e equipamentos para drogas inaladas e pipadas, como o crack.

As Hepatites A e E, transmitidas por via fecal-oral, mais comuns em crianças, são agudas e quase sempre curadas espontaneamente pela defesa do próprio organismo. O saneamento básico e hábitos de higiene são medidas importantes para evitar esses tipos da doença. Segundo a nutricionista Alaíde Rêgo, o simples ato de lavar as mãos antes de preparar os alimentos, antes de comer e após usar o banheiro é fundamental para a prevenção. Além disso, “lavar frutas e verduras e deixar em solução de hipoclorito de sódio por cerca de 30 minutos, cozinhar bem os frutos do mar e a carne de porco e beber água tratada é fundamental na prevenção da Hepatite A e E”, resumiu.

Segundo o especialista Américo Lisboa Filho, “a maioria das hepatites é tratada com medicações. Ainda não há cura definitiva para os tipos B e D, mas conseguimos impedir a replicação viral e assim evitar danos no fígado”, pontuou o médico. A vacina contra a Hepatite B é recomendada para as populações vulneráveis, em especial, profissionais do sexo e usuários de drogas, além dos profissionais de saúde. A vacina faz parte do calendário de vacinação da criança e do adolescente. Todo recém-nascido deve receber a primeira dose logo após o nascimento.

As pessoas mais vulneráveis às hepatites virais são pessoas com doenças sexualmente transmissíveis (DST); gestantes, após o primeiro trimestre de gestação; bombeiros, policiais civis, militares e rodoviários; carcereiros; coletadores de lixo; pessoas reclusas; manicures; populações de assentamentos e acampamentos; indígenas; potenciais receptores de múltiplas transfusões de sangue; profissionais do sexo; usuários de drogas e caminhoneiros. Além das hepatites causadas por vírus, há casos de inflamações do fígado decorrentes do uso de remédios, álcool e outras drogas. Algumas doenças autoimunes, metabólicas e genéticas também podem favorecer o surgimento da hepatite não viral.

Nutrição – O paciente com hepatite precisa ter uma alimentação reduzida de gorduras saturadas, alimentos industrializados, açúcar simples e cafeína. A dieta precisa ser rica em antioxidantes (encontrados em frutas, principalmente as vermelhas, abacate, verduras frescas, alho e cúrcuma), ômega 3 (proveniente de peixes, oleaginosas torradas, suplementação alimentar), prébióticos e probióticos para o intestino (suplementos ou biomassa de banana verde). “Quanto mais natural a alimentação, melhor”, resumiu a nutricionista Alaíde Rêgo.
PLANSERV APOIA DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA HEPATITES VIRAIS PLANSERV APOIA DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA HEPATITES VIRAIS Reviewed by Mural do Oeste on segunda-feira, julho 25, 2016 Rating: 5
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