QUADRILHA COLOMBIANA DE AGIOTAGEM É INVESTIGADA PELA POLÍCIA EM TERESINA

   Cartão distribuído mostra de que forma o empréstimo deve ser pago (Foto: Reprodução)

O Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) está investigando a atuação de uma quadrilha colombiana de agiotagem em Teresina. A apuração ainda em fase inicial foi desencadeada após um comerciante da Zona Sul denunciar a ação do grupo, que empresta dinheiro com o compromisso de o pagamento das parcelas ser feito diariamente.

A reportagem teve acesso a um dos cartões deixados pela suposta quadrilha e ligou para o telefone. Uma mulher que se identificou com o mesmo nome do cartão distribuído aos comerciantes explicou como tudo funciona.

Segundo ela, os pagamentos são diários e caso o comerciante não consiga pagar a parcela do dia, terá que pagar duas no dia seguinte. "Por exemplo, se você pega R$ 1 mil emprestados você paga 60 reais diariamente. Todos os dias vai passar alguém para pegar o dinheiro, sempre de segunda a sábado durante 20 dias", falou.


Em outro trecho da conversa, ela diz que os juros já estão incluídos no valor da parcela. "O pagamento você faz só durante 20 dias e depois disso termina de pagar tudo. Porque nos R$ 60 estão inclusos os juros e a quantidade emprestada", falou. A agiotagem é crime previsto no Código Penal Brasileiro.
O G1 ouviu um dos comerciantes que tomou dinheiro emprestado ao grupo. Segundo ele, a pessoa que não consegue pagar as parcelas recebe ameaças. O autônomo foi um dos que prestaram depoimento na polícia sobre o modus operandi dos agiotas e relatou que conhece vários outros comerciantes que foram à falência após não conseguir pagar a dívida.

"Muitos comerciantes já fecharam as portas porque não aguentaram mais pagar todos os dias. Eles deixam os cartões embaixo das portas dos comércios com os telefones para quem se interessar em fazer o empréstimo. O problema é que muitos não conseguem mais pagar e todos os dias eles vêm fazer as cobranças", relatou.

O comerciante ainda contou como ocorrem as ameaças do grupo nos dias em que os pagamentos não são realizados. "Quando a gente não consegue pagar, eles vêm com aquela conversinha, dizem que estão em Teresina e que não têm nada a perder aqui. Que é bom a gente providenciar logo o pagamento", contou.

O delegado Gustavo Jung, do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), confirmou ao G1 que a Polícia Civil apura denúncia relacionada à atuação do grupo. Apesar de confirmar, o delegado destacou que as investigações ainda estão em fase inicial e não deu mais detalhes para não comprometer o trabalho da polícia.



Do G1 PI
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