SALÁRIO BAIXO LEVA VIGIAS AO CRIME, DIZ SINDICATO APÓS ATAQUE À PROSEGUR

                 

O Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Carro Forte, Guarda, Transporte de Valores e Escolta Armada (SindForte-SP) atribui aos baixos salários da categoria a possível participação de vigias no mega-assalto em julho à Prosegur, em Ribeirão Preto (SP).

O advogado da entidade, Eduardo Augusto de Oliveira, afirmou ao Jornal da EPTV que a remuneração não dignifica os profissionais e abre brechas para que eles se deixem seduzir pelo crime e pelo dinheiro fácil.


"O que ocorre é que para eles o dinheiro é muito presente, muito constante no dia a dia. Certamente, é a sedução pelo poder do consumo, o poder pelo dinheiro e de ter uma vida fácil", disse.


Dos quatro suspeitos presos desde o ataque à empresa nos Campos Elíseos, três são ex-funcionários de firmas de valores, um deles da própria Prosegur.

Ele foi detido na terça-feira (2), pouco depois de ser demitido da empresa "sem qualquer motivação", informou o sindicato. O suspeito foi encontrado em casa, no Jardim Antônio Palocci, onde a Polícia Civil apreendeu uma pistola calibre 380.

Segundo a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), o ex-funcionário é suspeito de ter passado informações privilegiadas para facilitar a ação da quadrilha no ataque em 5 de julho na zona norte de Ribeirão.
Outros dois suspeitos trabalharam na Protege. Na semana passada, munição, detonadores de dinamite e um fuzil AK-47 fabricado na Romênia supostamente usado na ação foi encontrado pela Polícia Civil.

Sindicato culpa salários
Oliveira afirmou que não há provas contra os trabalhadores presos em relação ao mega-assalto, mas cita o envolvimento deles em ataques a caixas eletrônicos.
"O sindicato não se surpreende, porque nós temos bons profissionais, mas também temos funcionários que não são tão íntegros dentro da categoria. Isso em nenhum grupamento social você consegue ser unânime", diz.

Para o advogado, a remuneração dos vigias deixa a desejar e define o meio de convívio dos profissionais. A proximidade deles com altos valores somada aos baixos salários aumenta as chances de estes serem tentados por terceiros a participar dos crimes, segundo Oliveira.
Ele defende uma melhor condição salarial para que os profissionais "possam se distanciar dessas pessoas que podem vir a assediá-los."

"[O salário] não proporciona a esse vigilante de carro-forte, que ocupa uma função tão importante, que ele tenha uma condição de moradia, que ele tenha uma condição de se colocar junto ao meio social de uma forma destacada, morando melhor, frequentando lugares em que ele possa reservar sua própria integridade e individualidade", afirma.
Entenda o caso
A Polícia Militar estima que entre 30 e 40 homens participaram do assalto na madrugada de 5 de julho na zona norte de Ribeirão Preto. Vizinhos da Prosegur ficaram no meio do fogo cruzado.
Na fuga, três veículos do grupo foram queimados e outros sete abandonados em um canavial. Suspeitos também mataram o cabo da PM Tarcísio Wilker Gomes, de 43 anos, e um morador de rua, usado como escudo. A polícia investiga se um corpo achado no Rio Pardo pode ser de uma terceira vítima do crime.

De acordo com a PM, o grupo estava fortemente armado e tinha desde pistolas a fuzis 556, 762 e ponto 50, munição capaz de derrubar aviões, além de dinamite. O diretor do Deinter 3 disse que o grupo estava preparado para enfrentar um batalhão.


G1
SALÁRIO BAIXO LEVA VIGIAS AO CRIME, DIZ SINDICATO APÓS ATAQUE À PROSEGUR SALÁRIO BAIXO LEVA VIGIAS AO CRIME, DIZ SINDICATO APÓS ATAQUE À PROSEGUR Reviewed by Mural do Oeste on quinta-feira, agosto 04, 2016 Rating: 5
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