OBSCENIDADES DE CAMPANHA: ATÉ A BLUSA DE MELANIA TRUMP ENTRA NA GUERRA SUJA

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Desde a divulgação de telefonemas de um ex-presidente brasileiro falando obscenidades não foi tão difícil, para jornalistas, explicar o que sai da boca suja de personalidades públicas quando conversam em particular.
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É impossível, por exemplo, explicitar a parte da anatomia feminina que declarou Donald Trump território livre para suas manoplas, no vídeo de onze anos atrás cuja divulgação colocou a campanha presidencial americana em estado de guerra quase imunda.
Trump usou uma gíria em inglês para a tal parte feminina que, no contexto original, significa gatinho ou gatinha. Devido ao teor radiativo da conversa, que numa campanha normal provocaria o imediato derretimento nuclear do candidato, praticamente toda a imprensa americana que antipatiza com ele optou por reproduzir o palavrão ou colocar asteriscos que não deixam dúvida sobre seu significado. O New York Times veio, na falta de alternativa melhor, com a nada elegante palavra genitália.
No debate realizado à sombra dessa bomba, até a roupa usada pela mulher dele, Melania Trump, serviu de pretexto para novas referências às baixarias reveladas. Com expressão sombria em lugar do sorriso habitual de ex-modelo, Melania vestiu um conjunto de calça e blusa rosa choque, da Gucci.
A blusa de 1 100 dólares tinha o laço da moda, um saudosismo celebrizado por Margaret Thatcher e desenterrado por alguns estilistas. Tal como a fita colocada como enfeite no pescoço de gatinhos, o modelo é chamado de pussy bow blouse. Pronto: clintonistas afiados acharam que Melania tinha feito uma provocação indireta. 
Para quem esteve em Marte nos últimos dias, ou não entendeu exatamente quais as declarações “polêmicas” de Trump – quando não sabem o que dizer, há jornalistas que apelam para o batido adjetivo -, vai um resumo.
A caminho da gravação de um programa de televisão onde faria participação especial, em 2005, Trump trocou comentários de baixo calão com o apresentador Billy Bush – primo do ex-presidente e agora suspenso por dois meses de um popular programa matinal.
Falavam sobre mulheres, nos termos que mulher nenhuma gostaria de ouvir, e as facilidades que a fama permite.
Trump descreveu como deu em cima de uma apresentadora, casada, e mencionou até a tal parte da anatomia feminina em que, por seu uma celebridade, podia passar a mão. A tal “gatinha”, no Brasil associada a outras espécies do mundo animal.
A conversa foi gravada dentro de um ônibus a caminho do estúdio, “encontrada” pela NBC e vazada para o jornal Washington Post. Advogados da rede de televisão estavam discutindo se seria legal divulgar uma conversar particular. Uma vez aberta a porteira, todo mundo deu a baixaria em seus mais constrangedores detalhes.
Dado por morto e enterrado, Trump, como nos clássicos de terror, enfiou a mão através da sepultura e apareceu no debate de domingo com três das mais conhecidas mulheres que acusam Bill Clinton de abuso sexual e uma quarta personagem, estuprada aos 12 anos por um homem defendido por Hillary Clinton quando era uma jovem advogada.
Até Bill Clinton, com sua simpática e imbatível cara de pau, estava com expressão fúnebre. Mas fora dos bolsões porém radicais que acompanharão Trump até o sétimo círculo do inferno por repúdio absoluto a Hillary Clinton, a narrativa não pegou. O pussygate é mais forte. 
E ainda teve gente criticando Melania Trump pelo tecido revelador demais da blusa com laço de gatinha. E o debate em si? Arfando, às vezes quase sem voz, com respostas escandalosamente vagas e zero de propostas, Trump não jogou a pá de cal em si mesmo. Aguardem mais gravações. O pussygate deve ter mais coisa.
Veja
OBSCENIDADES DE CAMPANHA: ATÉ A BLUSA DE MELANIA TRUMP ENTRA NA GUERRA SUJA OBSCENIDADES DE CAMPANHA: ATÉ A BLUSA DE MELANIA TRUMP ENTRA NA GUERRA SUJA Reviewed by Mural do Oeste on segunda-feira, outubro 10, 2016 Rating: 5
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