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HISTÓRIA DE BARREIRAS





NASCIMENTO DE BARREIRAS
A partir de 1600, Francisco Garcia Dávila, junto com Domingos Afonso Serra, iniciou a conquista da margem esquerda do rio São Francisco, guerreando contra os índios e estabelecendo fazendas na região, que, devido à sua fertilidade, foi sendo ocupada com a implantação da agropecuária. Pertencente a Pernambuco e sem dispor de nenhum órgão que aqui representasse o governo português, em finais de 1600 os habitantes começaram a reivindicar ao rei a instituição desses órgãos, que aqui funcionassem, sem necessidade de se viajar até Recife.
Assim, o rei de Portugal D.Pedro II enviou ao Governador Geral do Brasil, D. João de Lancastre, uma carta assinada a 02 de dezembro de 1692, determinando a criação de arraiais na região.
A região Oeste no Estado da Bahia – Primeiro documento específico para nossa Região
Carta Régia
“Dom João de Lancastre, amigo Por parte dos povoadores da Lagoa de Parnaguá (situada no Piauí), rio Preto, rio Grande e rio São Francisco e circunvizinhos se me apresentou a que o grande dano a que padecem em suas fazendas de gado, com os constantes assaltos do gentio bárbaro (índios), a que não podem resistir por estarem ditas fazendas divididas, o que só se poderia remediar situando-se algum arraial de gentio manso no lugar mais oportuno, aldeando-se para serem permanentes… … … …” D. Pedro II – Rei de Portugal
Institucionalização da Região
Por força desta Carta Régia foram oficializados como arraiais os três mais antigos núcleos habitacionais da nossa região:
• No rio Preto – Santa Rita
• No rio Grande – Campo Largo (atualmente distrito de Taguá)
• No rio São Francisco, em frente à confluência do rio Grande – Barra
Logo em seguida, em 1700, toda a região foi instituída como distrito de Cabrobó, em Pernambuco, tendo sua sede em Barra, para onde foi constituída a primeira autoridade da área: o Juiz Braz Martins de Rezende, seguida de outras, como ouvidor.
Formação Territorial – Criação dos primeiros municípios
O primeiro município da Região Oeste foi São Francisco das Chagas da Barra do Rio Grande do Sul – Atualmente Barra, criado através da Carta Régia de 1752, abrangia toda a área que é hoje o Oeste baiano. Todos os outros que se formaram a seguir desmembraram-se de Barra.
Segundo Município – Campo Largo – Constituído através do Alvará Régio assinado por D.João VI em 03 de junho de 1820, com o território desmembrado de Barra. Abrangia a área de doze dos quinze municípios que atualmente formam a nossa Micro-Região do Rio Grande.
Terceiro Município – Santa Rita – Emancipado de Barra através da Lei Provincial nº 119, de 26 de março de 1840. De Santa Rita emanciparam-se Formosa do Rio Preto e Mansidão.
Criação dos demais municípios
Em 05 de julho de 1890, através da lei assinada pelo Governador da Bahia, Marechal Hermes da Fonseca, Angical se emancipou de Campo Largo. No ano seguinte Barreiras se emancipou de Angical, através da lei assinada pelo Governador José Gonçalves da Silva em 06 de abril de 1891, sendo instalado o município no dia 26 de maio do mesmo ano.
Novos Municípios
No início da década de 1960, Riachão das Neves emancipou-se de Cotegipe; Os distritos de Baianópolis, Catolândia e São Desidério desligaram-se de Barreiras; Cristópolis, Brejolândia Tabocas do Brejo Velho desmembraram-se de Angical.
Em 1985 Wanderley separou-se de Cotegipe e no ano de 2000, o distrito de Luís Eduardo Magalhães emancipou-se de Barreiras.
Com Formosa do Rio Preto e Mansidão, que se desligaram de Santa Rita, perfazem-se os quinze municípios que constituem a nossa região.
Texto da Professora Ignes Pitta
Publicado no Portal A História de Barreiras


HISTÓRIA DE BARREIRAS 

Barreiras é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população segundo o IBGE 2016 é de 155 519 habitantes, sendo o município mais populoso do oeste da Bahia. É o décimo primeiro município baiano com maior população. Situada no Extremo Oeste da Bahia, a cidade é cortada pelo Rio Grande, principal afluente da margem esquerda do Rio São Francisco, e é atravessada por três rodovias federais sendo elas a BR 020, a BR 135 e a BR 242 tornando-a no principal entroncamento rodoviário da região.
O município é um importante polo agropecuário e o principal centro urbano, político, educacional, médico, tecnológico, econômico, turístico e cultural da região oeste da Bahia. Barreiras, junto às suas cidades circunvizinhas, compõe a maior região agrícola do Nordeste. Além dessas potencialidades, pode-se perceber também intensa atividade comercial abastecendo toda região num raio de 300 km. Hoje, por força de seu grande desempenho nos setores do comércio e da prestação de serviços, Barreiras ocupa posição de destaque entre os maiores centros econômicos e populacionais do estado, e é uma das principais cidades da região nacionalmente conhecida como MATOPIBA.
Nesse contexto de cidade polo regional, Barreiras cada vez mais tem se fortalecido economicamente dado ao seu desenvolvimento em segmentos e setores diversificados dando-lhe um ritmo de desenvolvimento mais acentuado, sustentável e seguro, com fornecimento de serviços diversos (com destaque na educação e saúde), comércio pujante e agronegócio, forte incremento imobiliário e em construção civil, entre outros segmentos que complementam entre si.
A cidade possui o terceiro maior IDH do estado da Bahia com média de 0,721 atrás apenas de Salvador e Lauro de Freitas, além de ter o segundo maior do interior da Região Nordeste atrás apenas de Imperatriz, no Maranhão.
Na época da chegada dos colonizadores europeus ao Brasil (século XVI), a porção central do país era ocupada por indígenas do tronco linguístico macro-jê, como os acroás, os xacriabás, os xavantes, os caiapós, os javaés, dentre outros.
A região onde está localizada a cidade de Barreiras pertenceu a Pernambuco até meados de 1824. D. Pedro I desligou o atual Oeste da Bahia do território pernambucano como punição pelo movimento separatista conhecido como Confederação do Equador. A então Comarca do São Francisco foi o último território desmembrado de Pernambuco, impondo àquele estado uma grande redução da extensão territorial, de 250 mil km² para os 98.311 km² atuais. Após três anos sob administração mineira, a região foi anexada à Bahia em 1827.
Em 1850, habitava uma casinha junto ao porto, em terreno da Fazenda Malhada, de propriedade do coronel José Joaquim de Almeida, o barqueiro Plácido Barbosa, tido como o pioneiro do município, que juntamente com seu patrão, Francisco José das Chagas, morador a meia légua dali, se ocupava de receber e descarregar as barcas chegadas, cujas mercadorias fazia seguir em tropas de animais para localidades vizinhas do estado de Goiás ou para fadas da Ribeira. Em 1880 era um povoado com 20 casebres de taipa ou adobe. A grande abundância, nas matas locais, da mangabeira, de cuja seiva se fazia a borracha, foi fator definitivo de crescimento e de uma nova atividade econômica, pela qual o acanhado povoado pôde progredir mais rapidamente e obter, logo no ano seguinte, 1881, a criação de sua freguesia. Mais 10 anos de franca prosperidade passou a ser distrito de paz do município de Angical, em virtude de Lei municipal de 20 de fevereiro de 1891. Em seguida ganhou a categoria de vila, a que foi elevado pela Lei estadual nº 237, de 6 de abril de 1891, que também criou o município respectivo, com território desmembrado do de Angical. A vila e o Conselho Municipal começaram a funcionar em 26 de maio de 1891, enquanto o "Fórum", em agosto do mesmo ano.
A sede municipal adquiriu foros de cidade pela Lei estadual nº 449, de 19 de maio de 1902 investindo-se nessa categoria em 15 de novembro desse mesmo ano, quando já possuía mais de 630 casas e 2.500 habitantes. Em 15 de março de 1943 começou a operar uma agência do Banco do Brasil, o primeiro banco da cidade.
No início do século XX o progresso chega a Barreiras e deixa marcas dessa época, nos imponentes casarões de arquitetura neoclássica. Verdadeiro monumento arquitetônico, que em parte sobrevive até hoje mesmo com o acelerado crescimento urbano da cidade.
Em 1908, um jornal semanal "Correio de Barreiras" era publicado e editado pela Tipografia Lima. No ano de 1918, Geraldo Rocha, inaugura o Cine Teatro Ideal, onde programas de auditórios e espetáculos musicais fizeram o maior sucesso, sob o comando do talentoso Mário Cardoso.
Na década de 1920, com o aumento do consumo de energia elétrica, o aproveitamento dos rios tornou-se importante. Agraciada com a segunda hidrelétrica da Bahia, Barreiras atraiu muitas indústrias, que foram fechadas quando a usina foi desativada.
A chegada da energia elétrica impulsionou as usinas beneficiadoras de cereais e algodão, possibilitou a instalação de uma fábrica de tecidos e fios de algodão e de um curtume industrial instalados pelo Cel. Baylon Boaventura. Nesta mesma época, Dr. Geraldo Rocha, havia fundado a empresa Cia. Sertaneja e, através dela, muito realizou para o progresso de Barreiras. Na década de 1930, Dr. Geraldo Rocha, constrói um grande Frigorífico Industrial que produzia e exportava charque, paio, salame e salsicha.
No início da década de 1980, o município passou a receber grande número de produtores rurais migrantes da Região Sul, atraídos pelo seu potencial agrícola.




(WIKIPÉDIA) 
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