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ADVERSÁRIOS DE RUI APOSTAM EM EFEITO REVERSO DAS ELEIÇÕES DE 2006 NO PRÓXIMO ANO



Em 2006, quando o ex-senador Antônio Carlos Magalhães ainda era vivo, a Bahia viveu um momento político inédito até então: assistia a derrocada do grupo político que estava no poder para a ascensão do PT, que quatro anos antes conquistou também o comando do Palácio do Planalto, com Luiz Inácio Lula da Silva. Em terras baianas, Jaques Wagner venceu no primeiro turno Paulo Souto, governador e candidato a reeleição, que liderava as pesquisas de opinião, tinha uma base aliada consolidada na Assembleia e na Câmara dos Deputados e o apoio de percentual expressivo dos prefeitos do interior. 

À época, a cena de ACM, surpreendido com o resultado das urnas, foi comemorada como o fim do carlismo e rendeu pérolas para o anedotário político, a exemplo do próprio Lula sugerindo que iria extirpar o PFL do Brasil. O tempo passou e, 12 anos depois, o grupo político que saiu da cena estadual tenta voltar, agora sob a tutela do neto do ex-senador e atual prefeito de Salvador, ACM Neto. Vivenciando uma fase de boa aprovação, após ser reeleito em primeiro turno na capital baiana, ACM Neto é a principal aposta da oposição ao governador Rui Costa. 

O petista, eleito em 2014 após oito anos de Wagner no Palácio de Ondina, segue em um momento político similar ao de Paulo Souto em 2006. Rui é bem avaliado, possui uma bancada expressiva na Assembleia Legislativa e apoio da maioria dos deputados federais, além de concentrar um percentual alto de prefeitos filiados ao partidos que compõem a base aliada. Apesar de não aparecer com bons índices de voto nas pesquisas de intenção realizadas até então, é o governador e isso o coloca na condição de franco favorito à reeleição, já que a máquina administrativa conta muito no processo de formação das coligações majoritárias e no desenho dos espaços políticos aos partidos.

Caso consiga evitar a ruptura na base aliada – já que sobram candidatos para poucas vagas da chapa majoritária -, Rui terá boas chances de permanecer por mais quatro anos, principalmente se tiver como puxador de votos o ex-presidente Lula como candidato à presidência da República. Sem Lula, todavia, o petista pode viver um revés parecido com o que Souto sofreu com Wagner naquele outubro de 2006. E essa é uma possibilidade que tem animado os adversários dele para as urnas de 2018.


Via: Bahia Notícias
ADVERSÁRIOS DE RUI APOSTAM EM EFEITO REVERSO DAS ELEIÇÕES DE 2006 NO PRÓXIMO ANO ADVERSÁRIOS DE RUI APOSTAM EM EFEITO REVERSO DAS ELEIÇÕES DE 2006 NO PRÓXIMO ANO Reviewed by Redação Mural do Oeste on quinta-feira, agosto 24, 2017 Rating: 5

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